-
S T O K E D N E W S
WELCOME TO THE FAMILY, DUDU
Fotos: @fellipeditadi
-
Agora é oficial. Nos unimos ao Eduardo Caponera, surfista de 16 anos do Ceará, para acompanhar uma nova geração do surf clássico.
Influenciado pelo pai e pelo longboard desde cedo ele encontrou uma maneira simples e muito própria de estar no mar.
Conversamos com o Eduardo sobre suas referências e visão do surf clássico.
-
Quantos anos você tem, onde cresceu e onde costuma surfar?
Tenho 16 anos e cresci no Ceará, sempre muito próximo do surf por influência do meu pai. Comecei bem novo e foi aqui que passei a maior parte da minha vida dentro d’água. Também gosto muito de surfar no Rio e, hoje, entre competições e surf trips, tenho viajado bastante e conhecido outros lugares.
O que existe no surf clássico que você sente falta no surf de hoje?
Acho que a simplicidade. Hoje existe uma preocupação muito grande em mostrar alguma coisa, às vezes até algo que você não é. Gosto mais da ideia de ser quem você é e simplesmente aproveitar. Às vezes a gente esquece que o surf também pode ser só sobre se divertir.
-
Você é de uma geração muito nova, mas se identifica com uma maneira mais antiga de surfar. De onde acha que vem isso?
Acho que aconteceu naturalmente e tem muita influência do meu pai. Foi ele quem me ensinou praticamente tudo que sei. Desde pequeno sempre gostei do longboard e desse jeito mais clássico de surfar. Com o tempo, comecei a prestar mais atenção na linha, no estilo e na maneira como você lê e percorre uma onda. Hoje vejo que é algo que vai além do surf e faz parte do meu jeito de viver.
O que faz uma sessão ser boa para você, mesmo quando as ondas não são?
Às vezes, só estar no mar já basta. Estar com meus amigos, dar risada, pegar algumas ondas e tentar coisas diferentes. Não precisa estar perfeito. Você pode sair da água tendo pegado poucas ondas, mas sair feliz. Para mim, isso já faz uma sessão valer a pena.
-
Existe alguma coisa que o surf te ensinou fora da água?
Principalmente paciência. No surf você não controla muita coisa. Pode estar preparado, mas ainda precisa esperar a onda certa chegar. Também aprendi a lidar melhor com as derrotas. Você perde uma bateria, fica mal naquele momento, mas depois precisa levantar e continuar. Acho que, sem perceber, você acaba levando isso para a vida.
Se você pudesse escolher uma época e um lugar para surfar por um mês, quais seriam e por quê?
Provavelmente a Califórnia dos anos 60 ou 70. Gostaria de viver um pouco daquela época, principalmente pela cultura do longboard. Surfar aquelas pranchas, conhecer aqueles lugares e passar o dia inteiro na água. Tenho muita curiosidade de sentir como era o surf naquele momento.
-
Os produtos usados pelo Eduardo estão disponiveis no site e na Casa Birden.








