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Trippin' Alone
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12/06/2020


  • M O R N I N G   S E S S I O N


    Trippin' Alone
    Cruzando a Serra da Canastra em 10 dias



    Fotos por Felipe Cunha (@FelipeMRCunha)

     
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  • Felipe Cunha é grande entusiasta de adrenalina e fotografia, desde bem jovem envolvido no rolê outdoor e esportes de ação seja na terra, água ou no ar e vem colecionando histórias, registros e muita vivência.

    Enquanto trabalha com produção audiovisual a maior parte do tempo na cidade, planeja os lugares onde vai explorar no tempo livre e foi assim que começou sua segunda aventura pela
    Serra da Canastra.


     


  • Felipe foi para a Canastra com um grupo em 2010 onde passaram 4 dias acampando e fazendo trilha de moto, desde então ansiava pela volta e já vinha há tempos tentando reunir um novo grupo de amigos para uma expedição ainda melhor, porém os planos nunca se concretizavam, mas isso não foi problema. 

     


  • No primeiro dia, Felipe arrumou seus equipamentos de montanha e fotografia, algumas ferramentas, adaptou os alforges de bike na moto e partiu sozinho de São Paulo para a trip em Minas Gerais.

    Chegando lá montou base em uma pousada no primeiro dia para terminar de acertar alguns detalhes da viagem estudando o mapa da região e programou tudo sozinho: onde iria acampar, comer e os cálculos de autonomia de gasolina entre as trilhas e cidades ao redor.


     


  • Apesar do planejamento, foi sem roteiro, para que pudesse fazer o que lhe desse vontade, da maneira que quisesse.

    "Teve cachoeira que fiquei por cerca de 4 horas, nadando, curtindo o visual, subindo trilhas a pé indo a outros lances de queda d'água, esperando o tempo abrir para fazer as fotos do jeito que queria" conta Felipe.

     


  • Teve dias que conseguia escolher onde acampar, platôs com vista panorâmica para cachoeiras paradisíacas e com a presença de muitos bichos. Em um dia de camping, ao fazer a fogueira e começar os preparativos do jantar, percebeu uma movimentação no mato e olhos brilhantes, ao jogar o faixo de luz de sua lanterna se deparou com um lobo-guará que foi atraído pelo cheiro da comida, então Felipe ligou a moto pra ver se o barulho espantava a visita inesperada, mas o bicho demorou para sair de lá. Carcarás, águias, tatus, emas e outros animais exóticos fazem parte da paisagem.

     


  • Algumas coisas saíram um pouco do planejado, desde problemas simples como água no carburador ao atravessar um rio, remendos na barraca de camping, malas que caíram, até algumas situações mais "desconfortáveis" pelas quais se deve estar preparado nesse tipo de viagem como alguns períodos de fome, sede e extremo frio.

     


  • Felipe nos disse que já era começo da noite, seguindo em meio a fazendas e plantações em busca de algum lugar seguro para acampar, estava com pouca luz, moto pesada, muita chuva de verão, muita lama, quando "abraçou o chão" por conta do terreno escorregadio, mas por sorte não aconteceu nada de grave e ainda conseguiu um platô para armar acampamento.

     


  • "O lado bom de viajar sozinho é conhecer pessoas"

    Felipe conta que na cachoeira da Maria Augusta encontrou um grupo de montanhistas que falaram de outros picos próximos que ele deveria visitar e através do Wikiloc (espécie de Google Maps só de trilhas), ele já deixou traçado o trajeto, o que tornou muito mais precisa toda a logística.


     


  • Muito bem acolhido pelos locais, sempre recebido com um bom café, queijo da canastra e muita prosa, assim foram seus dias. Sem as pressões do cotidiano, o mais próximo de preocupações que tinha era onde iria dormir, qual seria a trilha do dia, prestar atenção nos caminhos, na localização, o que iria comer, se a água era o suficiente, etc. "Os problemas" eram outros", completa.

    Após 10 dias de viagem, o conforto de um simples banho quente e uma cama de pousada ganham outro valor.


     


  • "O grande lance da viagem foi me desligar totalmente da vida cotidiana da cidade em uma imersão fortíssima na natureza em seu estado bruto, uma conexão como nunca tinha vivenciado.

    Você e sua moto, expostos o tempo todo, sem luxo e sem conforto, mas com um ganho inexplicável de outros valores."


     


  • A volta completa no parque nacional da Serra da Canastra (incluindo o trajeto entre cidades) totalizou 1700 Km rodados em uma Suzuki DRZ 400, sendo metade em estradas de terra, sem ter nenhum problema mecânico sério, e nem se quer um pneu furado.

    Assista ao registro dessa aventura que durou 10 dias:

     

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