13/01/2026
  • I N S P I R A T I O N  S E R I E S  

    BEHIND THE SCENES - A HISTÓRIA DE UM OURIVES

    Vídeo por @nakmotion e produção por @hgrssss

  • Birden
  • Há quase 40 anos Antônio Wilson Maciel, conhecido como Tonico, transforma o bruto em joia. Um trabalho guiado pela herança e pelo prazer de criar com o próprio toque. Com as mãos marcadas pelo tempo e pela precisão, ele dá forma às peças de joalheria da Birden, unindo técnica, história e alma em cada detalhe. 

    Conversamos com Tonico sobre seu início na ourivesaria, seu processo e inspirações.

  • Birden
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  • Higor: Qual é seu nome e há quanto tempo você trabalha com isso? 

    Tonico: Meu nome é Antônio Wilson Maciel. Eu sou ourives e já trabalho nessa profissão há quase 40 anos. 

    Higor: Qual que é a sua relação com essa profissão? 

    Tonico: Eu comecei no ano de 1986. Eu sinto que já tinha isso no sangue. Sempre digo que quando comecei na ourivesaria, eu já era mais ou menos ourives, porque o meu pai, lá quando a gente era criança, ele mexia com muito metal, peça de metal, as artes dele, né? E a gente trabalhava junto. E quando me surgiu essa oportunidade de trabalhar na ourivesaria, eu só peguei aquilo que eu aprendi — o aprendizado de fazer as coisas grandes — e transformar para o pequeno. Então assim, isso já me ajudou muito, eu já tinha bastante informação para colocar em prática. 

    Higor: Quais são suas inspirações? 

    Tonico: Inspiração para mim eu tenho de duas pessoas. O meu pai, que sempre me ensinou a sempre fazer com perfeição. "Olha, tem um processo que não ficou legal? Volta e começa tudo de novo. Não siga em frente, porque senão aquilo vai se transformando num problema cada vez pior e no final não vai ser um resultado legal". 

    E a segunda inspiração é de uma senhora chamada Vera Barros, que me incentivou bastante a trabalhar, fazer com perfeição. Os primeiros passos ela me ensinou — quer dizer, ela me ensinou até a engatinhar na profissão — e a gente foi caminhando juntos, um aprendendo com o outro. E ela sempre me falava: fazer com perfeição. Não perfeição absoluta, ela falava para mim que a joia muitas vezes não dá para deixar sem nada de imperfeição, mas dar o máximo que puder e gostar sempre do que faz. 

    Higor: Como você enxerga esse contraste entre um trabalho braçal, até meio bruto, que gera uma joia, uma coisa tão fina? 

    Tonico: Eu acho muito gratificante, cara. É muito lindo esse processo que a gente começa a fazer uma obra, um trabalho. Você pega o metal para derreter, então você vê aquilo tudo misturado, aquele monte de pedaço de material. Olha, para mim o momento em que o bruto passa a ser uma joia é aquele momento em que ela começa a pegar uma forma. 

    Às vezes entra uma peça para mim fazer que a gente nem tem ideia de como é que vai começar. E na medida em que ela vai tomando forma, aquilo vai te dando aquele ânimo, sabe? Quando você dá o polimento, mais ainda aflora na tua consciência aquela coisa de estar terminando. E é interessante que muitas obras que a gente termina, a gente fica depois meio triste, sabe? "Poxa, terminou o desafio, acabou". Mas logo em seguida já entra outro diferente. Meu trabalho nunca é rotina. Entra uma obra hoje, amanhã entra uma outra obra diferente. Amanhã eu já não sei o que vou fazer, vai ser algo diferente do que eu já fiz até hoje. Tem hora que pinta umas coisas para você fazer que você fala: "Nossa, em 40 anos eu nunca tinha feito!". 

    Eu até digo sempre que eu não trabalho: eu me divirto e pago as minhas contas com isso.

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