07/04/2026
  • I N S P I R A T I O N  S E R I E S  

    BEHIND THE SCENES - MAITÊ VALLEJOS

    Vídeo por @nakmotion e produção por @hgrssss

  • Birden
  • Maitê Vallejos, jornalista de formação e redatora por sete anos, encontrou na cerâmica o que a publicidade não conseguia oferecer: permanência. Em 2019, trocou o ritmo acelerado das agências pelo silêncio do ateliê e criou o Relicário Cerâmica, seu espaço de criação em São Paulo. 

    A cerâmica a conquistou justamente por sua dualidade: a paciência que a técnica exige e a liberdade que ela oferece. "Faltava algo mais permanente", resume Maitê. Na argila, ela encontrou exatamente isso.

    Conversamos com Maitê sobre seu processo, observações e inspirações.

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  • Higor: O que te atraiu na cerâmica e o que mais te encanta nesse processo?

    Maitê: Acho que eu busquei desde o começo a cerâmica por causa da minha relação com o tempo. Eu queria desacelerar e eu me interesso por isso desde sempre. Então, acho que o que me encanta na cerâmica é justamente o fato de ter que esperar. A gente não consegue mais esperar pelas coisas. Hoje em dia e no meu trabalho, pode parecer um paradoxo porque tem prazo, preciso entregar nos prazos, mas ao mesmo tempo preciso saber esperar o tempo das coisas. A peça secar, Esmaltar a peça, queimar, tirar do forno, voltar. Então, tem muitas etapas, mas é isso que me interessa.

    Higor: Quais são suas inspirações e referencias?  

    Maitê: A minha inspiração acho que vem de muitas fontes. Vem um pouco de literatura, de música, não só de arte em si. Claro que a arte está permeando tudo isso, né? Mas eu busco inspiração em várias coisas. Acho que tudo é bagagem para a gente olhar. Os objetos, as coisas, as feiras que eu vou, feirinhas de antiguidade e tal e ter essa visão. Claro que eu busco muita inspiração em outros ceramistas também, mas eu sinto que o que a gente olha com a bagagem que a gente tem, vai mudando, sabe? Então, as cores que eu uso, as combinações, então, tem 1000 possibilidades na cerâmica. Acho que eu vou juntando um pouquinho de referência de cada coisa para para fazer as minhas criações.

    Higor: Como a sua estética e forma de trabalhar evoluíram ao longo do tempo? 

    Maitê: Acho que no começo eu fazia tudo muito reto, muito duro e hoje em dia eu tento fazer outras outras formas, um pouco mais arredondado, apesar de ter que replicar para alguns clientes algumas peças. Eu quero sempre estar mudando, buscando coisas novas também para não ter repetição.  

    Higor: Fale um pouco sobre essa segunda colaboração com a Birden.

    Maitê: Nesse segundo ano de parceria com a Relicário e Birden acho que a essência da nossa parceria continua a mesma, que é a gente ter peças úteis no dia a dia e que todas elas representem esse momento de pausa. Que a gente consiga pausar, tomar um café com calma, colocar o incensário no ambiente.

    Na coleção passada a gente trouxe cores um pouco diferentes, um branco, um azul claro. E esse ano a gente está com uma paleta um pouco mais uniforme. Estamos trabalhando com um tom mais escuro de azul e só com linhas nessa nova coleção. Todas as peças se conversam entre si com essa linha em azul, umas um pouco mais fracas, outras um pouco mais escura. Mas as peças continuam com esse propósito de a gente ter esse momento de pausa, de usar com calma e aproveitar mesmo os momentos. Acho que tem tudo a ver com a filosofia da Birden também.

  • Os novos itens em cerâmica produzidos pela Maitê já estão disponíveis no site e na Casa Birden.

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